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Setor criativo como pilar da economia do futuro

17.05.2018

Juliana Polippo*

Estudo de caso: Tio Zaca Hospedaria e Coworking

Todas as terças-feiras às 19h bato palmas na Rua Juvenal Farias, 26 e sou recebida com bolos e abraços. Os meninos - "como os chamo" - Anderson e Henrique são os idealizadores deste projecto que nasceu há exatos dois meses, no coração do bairro Santa Mônica em Florianópolis, SC. Os empreendedores trocaram suas vidas movimentadas do maior centro urbano do Brasil (São Paulo), pela exuberância da ilha da magia para entrar de cabeça num outro ritmo de vida… E a única ocupação que eles tem agora é oferecer excelência em hospedagem e promover conexão entre as pessoas!

Henrique e Anderson

Foto: Henrique Rangel | Anderson + Hospede sessão de AcroYoga na Praia do Gravatá

O ambiente é acolhedor, tem boas energias, e é verdadeiramente aconchegante. A casa é o ambiente ideal para combinar dias de sossego com processos criativos. O espaço de coworking combinado com hospedaria, foi justamente desenhado para equilibrar a vida pessoal e profissional de Anderson que é arqueólogo e Henrique, fotógrafo e gestor de redes sociais.

Foto: Henrique Rangel | Hospedes no Espaço de Coworking da Tio Zaca

Nós três recém-chegados neste borbulhante mercado criativo, unimos forças para começar a elaborar passo-a-passo as estratégias de atuação do negócio deles em sessões de consultoria. Juntos discutimos as melhores soluções para prospecção de novos negócios, ações de marketing, canais de atuação, parcerias, estrutura de custos, fontes de receita e todos os pilares que envolvem a atuação deles neste mercado. O meu papel é auxiliar no desenvolvimento de uma estratégia eficiente que acompanhe a proposta de inovação do modelo de negócio da Tio Zaca.

Foto: Henrique Rangel | Sessão de Consultoria: Anderson e Juliana (Eu) no Espaço de Coworking da Tio Zaca

Foto: Henrique Rangel | Sala de Jantar da Tio Zaca Hospedaria e Coworking

Minha tarefa então é levar referências e percepções baseadas nas análises de estudos de mercado, que podem rentabilizar cada ação que venha a ser proposta para eles e/ou por eles. É sempre válido lembrar que esta proposta de 'pensar' os negócios mesmo depois que eles já estão funcionando, não tão óbvia quanto parece, pois a verdade é que a maioria dos estabelecimentos e relações de negócios que vivenciamos no dia-a-dia como fornecedor ou cliente não têm sequer um rascunho de planos de negócios. Sem contar documentos e mapas mais detalhados como planos de marketing, mídia e finanças. Isto acontece em grande parte pelo modo como os empreendimentos nascem no Brasil, que é pela necessidade de sair da exploração do mercado tradicional, e por consequência temos então este quadro de falta de precisão no capital de investimento e capital de giro necessário para que estes não passem vidas a correr de seus contadores, pois o caixa nunca fecha positivamente no fim do mês. A falta de estratégias e articulações bem elaboradas é o principal sintoma da imaturidade do mercado criativo, cultural e social, e não única e exclusivamente pela falta de investimentos governamentais como a maioria dos produtores acreditam.

Foto: Henrique Rangel | Cozinha Coletiva da Tio Zaca Hospedaria e Coworking

Por isto, fica aqui meus parabéns oficial a Tio Zaca Hospedaria e Coworking, não apenas pela iniciativa, mas pela maturidade de se projetar no setor criativo entendendo a importância da estratégia para fortalecer seu negócio neste mercado que é o pilar da economia do futuro. À todos os outros leitores e empreendedores meu convite para conhecer mais sobre os pontos deste tipo de atuação profissional no infográfico abaixo.

Se sua empresa esta indo de vento em poupa e ficou com vontade de dar escapa do escritório e vir pra Floripa! Reserva aqui. Agora se ficou com a pulga atrás da orelha por não ter um plano bem traçado para seus negócios, é melhor pedir ajuda. Mande um email para falarmos sobre suas dificuldades e elaborarmos uma proposta especificamente pra suas reais necessidades.

Foto: Henrique Rangel | Quarto da Tio Zaca Hospedaria e Coworking

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Após alguns dias de lançamento desta matéria recebo alguns feedbacks calorosos, e resolvo quebrar o protocolo deste editorial e adicionar os comentários complementares de uma leitora na integra. Vejam!

COMENTÁRIOS COMPLEMENTARES.:

de: Isabel B. <dadospreservados@gmail.com>

para: Polippo

data: 12 de maio de 2018 14:44

assunto: Re: Setor criativo como pilar da economia do futuro

enviado por: gmail.com

assinado por: gmail.com

: Mensagem importante de acordo com o algoritmo do Google.

Oi, Jujuba! Gostei muito das matérias, fiquei bem feliz pelo Tio Zaca, com certeza vocês vão realizar um trabalho bem legal em conjunto! Ele me lembrou um hotel que fiquei na Itália, que tem a proposta de Slow Travel, que é o Ovo - dá uma olhadinha lá!

Além disso, agora que trabalho com metodologia de venda rsrsrs percebi um negócio muito legal no seu post:

Minha tarefa então é levar referências e percepções baseadas nas análises de estudos de mercado, que podem rentabilizar cada ação que venha a ser proposta para eles e/ou por eles. É sempre válido lembrar que esta proposta de 'pensar' os negócios mesmo depois que eles já estão funcionando, não tão óbvia quanto parece, pois a verdade é que a maioria dos estabelecimentos e relações de negócios que vivenciamos no dia-a-dia como fornecedor ou cliente não têm sequer um rascunho de planos de negócios. Sem contar documentos e mapas mais detalhados como planos de marketing, mídia e finanças. Isto acontece em grande parte pelo modo como os empreendimentos nascem no Brasil, que é pela necessidade de sair da exploração do mercado tradicional, e por consequência temos então este quadro de falta de precisão no capital de investimento e capital de giro necessário para que estes não passem vidas a correr de seus contadores, pois o caixa nunca fecha positivamente no fim do mês. A falta de estratégias e articulações bem elaboradas é o principal sintoma da imaturidade do mercado criativo, cultural e social, e não única e exclusivamente pela falta de investimentos governamentais como a maioria dos produtores acreditam.

Ao mesmo tempo que ele tem função de informar, ele também quer dar uma puxada de orelha nos empreendedores que lerem o post e se sentirem incomodados, certo? Se estiver errada, ignore o que vem a seguir. Em vendas, a gente utiliza aquele método chamado SPIN - Situação, Problema, Implicação, e Necessidade de Solução. Você ali desenvolveu a situação em que anda o mercado, e os problemas que ele tem - como a falta de clareza do negócio, gerenciamento e finanças. Logo em seguida, pra puxar mais a orelha de quem lê, seria legal desenvolver quais são as implicações disso pros negócios - por exemplo - sem uma estratégia eficiente, você não consegue saber se é rentável abrir sua sorveteria só aos finais de semana ou durante a semana toda; ou então que sem um plano de marketing, você pode estar jogando dinheiro fora só impulsionando publicações nos facebook. E daí você conclui mais pra baixo com a necessidade de solução, e alivia tudo falando que você é uma mão pra isso! O que acha?

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A Polippo Art Shop é um espaço destinado a reflexão e exposição de arte em médias contemporâneas para o desenvolvimento do pensamento visual. Fique atento a conteúdos como estes, e se tiver dúvidas, sugestões e críticas pode escrever para nossa redação via email e/ou redes sociais. Nosso canal abraça o mundo da arte, criatividade, cultura, sociedade e tecnologia à sua maneira tímida e orgânica - por enquanto.

Autora.:* Formada em 'Produção Multimídia' pela Universidade Santa Cecília em Santos, com especialização em 'Fotografia: Práxis e Discurso Fotográfico' pela Universidade Estadual de Londrina. Ex-discente do programa de mestrado em 'Multimedia' da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Com passagens em estudos integrados nos programas de 'Design da Imagem' da Faculdade de Belas Artes da U.Porto e em 'Comunicação' na Universidade Estadual de Londrina.

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